quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pedro Almodóvar

Gosto muito de cinema. Quem acompanha esse blog já deve ter percebido.
Sou muito ligada aos filmes, porém normalmente os diretores pouco me importam.
Os únicos diretores que me chamam a atenção são Tarantino e Amodóvar.
E é sobre o segundo que escolhi escrever hoje.
Pedro Almodovar nasceu na Espanha, mas mudou-se com a família para os EUA aos oito anos de idade.
Lá ele estudou em colégios salesianos e franciscanos. O que não fez bem para sua religiosidade.
Almodovar é homossexual assumido e seus filmes têm um lado sexual altamente exacerbado.
Mas o que realmente me chama a atenção são as histórias: Nada previsíveis e altamente elaboradas.
Os filmes de Almodovar são sempre emocionantes, tocantes e um tanto impossíveis.
Seus personagens costumam ser do tipo que você não imagina que exista alguém assim na vida real.
Penélope Cruz é uma de suas atrizes favoritas e, portanto, estrela grande parte de seus filmes.
Dos que assisti, os que mais gostei foram:
Carne trêmula: Elena transa com um rapaz numa noite e, obsecado com ela, Victor entra em sua casa onde ocorre um tiro acidental. O policial que vem acudir Elena acaba levando um tiro e ficando paralítico. Victor é preso, Elena casa-se com o policial. Porém Victor, depois de solto, procura Elena e eles acabam se tornando amantes.
Tudo sobre minha mãe: Manuela perde o filho num acidente de carro e quando ela procura o pai do rapaz para dar a notícia do falecimento do filho, acaba descobrindo que o pai virou um travesti.
Fale com ela: Benigno é um jovem enfermeiro que é fascinado por Alicia, uma bailarina que dança num estúdio em frente a sua casa. Após Alicia sofrer um acidente e ficar em coma, Benigno faz de tudo para ser seu enfermeiro e o que desenrola, só mesmo na mente de Pedro Almodovar...
Abraços partidos: Nos deparamos com um escritor cego que descobrimos ter tido um caso com uma de suas atrizes quando ele ainda era diretor de cinema. O que acontece com o casal e como o escritor fica cego só nos é revelado do decorrer da película.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

500 Dias com Ela

O filme 500 Dias com Ela é QUASE uma comédia romântica habitual.
Mocinha se apaixona por mocinho, tudo dá errado, mocinha sofre pelo mocinho, mocinho cai na real, eles ficam juntos, fim.
Não é mais ou menos assim???
Mas em 500 Dias, Tom (o mocinho) é que se apaixona por Summer (a mocinha).
É ele quem sofre porque ela não quer um relacionamento sério.
Porém, nessa comédia romântica um tantinho diferente, o que não difere é que ele acaba caindo na real.
Não sobre o relacionamento dos dois, mas sobre a sua carreira e sobre o  modo como ele vem levando a vida.
O nome em Inglês, 500 Days of Summer, é um jogo com o nome da mocinha.
Achei isso bem legal. 
Coisa de metida a tradutora.
Também chamou minha atenção o fato de Tom ir e vir no tempo para nos apresentar seus quinhentos dias de relacionamento.
Os bons e maus momentos, desde quando eles se conhecem até o fim de tudo.
Outra coisa super é a trilha sonora.
Tem uma cena que toca a música Quelqu'un M'a Dit da primeira-dama francesa Carla Bruni.
Aaaaamo!
Pra terminar, queria fazer um comentariozinho maldoso:
Summer (a mocinha) é interpretada pela atriz Zooey Deschanel.
Que raio de nome é Zooey???
Aff...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Chave de Sarah

A Chave de Sarah, da autora Tatiana de Rosnay, está entre os melhores livros que li em minha vida até hoje!
O livro prende a atenção do leitor do início ao fim.
É um livro tocante e belíssimo que começa assim...
Segunda Guerra Mundial, cidade de Paris, ano de 2002, "comemoração" do sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d’Hiver - um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram confinados antes de serem enviados para Auschwitz.
Julia, uma jornalista americana que mora em Paris há 25 anos, foi incumbida por seu editor de escrever uma matéria sobre o Vel' d'Hiv.
Durante sua pesquisa ela descobre que a família de seu marido, um francês charmoso e infiel, tem muito a ver com a história de uma dessa famílias judias em particular: a da pequena Sarah.
Sarah, uma menina de 10 anos na época, perdeu a família e a alegria de viver para os horrores da guerra.
A história de Sarah tinha um quê a mais de tristeza pois ela se culpava pelo que aconteceu a seu irmão Michel.
Julia e Sarah intercalam as narrativas e nos apresentam suas vidas.
Julia acaba intercalando sua vida a vida de Sarah.
E nós leitores ficamos na torcida para que Julia descubra toda a história da menina judia e que talvez, quem sabe, elas cheguem a se encontrar.
Preparem o lenço porque a chave de Sarah abre mais que a porta de um armário, abre as portas do coração.