quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

À Deriva e O Contador de Histórias

Esse fim de semana assisti a dois filmes nacionais de que gostei muito: À Deriva, do diretor Heitor Dhalia e O Contador de Histórias, de Luiz Villaça.
À Deriva é um filme nacional, porém traz no elenco atores internacionais como a americana Camilla Belle (de Jurassic Park) e o francês Vincent Cassel (de Rios Vermelhos).
A personagem principal é Filipa, uma garota de 14 anos que vai passar as férias na praia com sua família.
Filipa tem um ótimo relacionamento com o pai, mas tal relação fica abalada quando ela descobre que o pai está tendo um caso.

A menina passa a achar que esse é o motivo do relacionamento ruim dos pais, que vivem brigando.

Como se não bastassem os dilemas normais da adolescência, Filipa tem mais essa dificuldade para lidar e fica perdida entre contar ou não para a mãe, entre conversar ou não com o pai.
Porém, o que ela não sabia é que havia muito mais coisa por trás dos arranca-rabos dos pais.
E o que ela descobre faz com que ela fique ainda mais perdida, fique à deriva.

O Contador de Histórias é baseado na vida de Roberto Carlos Ramos.
Roberto era um garoto mineiro de família pobre.
Sua mãe, no desespero de dar uma vida decente a pelo menos um dos filhos, decide deixar Roberto na FEBEM que na época era uma instituição (na teoria) educativa.
Roberto detesta o lugar e foge de lá inúmeras vezes.
A vida nas ruas não o ensina nada de bom e ele acaba enveredando por um caminho bem diferente do que sua mãe esperava.
Mas numa das indas e vindas na FEBEM ele conhece uma francesa que o leva para casa e acaba lhe dando a vida que sua mãe esperou que ele tivesse.
Roberto se forma em pedagogia, mas pela imaginação fértil que posssui acaba tornando-se um dos maiores contadores de história da atualidade.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Lady Gaga


Stefani Joanne Angelina Germanotta é o nome que lê-se na certidão de nascimento de Lady Gaga. 
E quem diria que uma artista tão chamativa teria um nome tão cândido!
A primeira música de Lady Gaga a ser lançada foi Just Dance.
E eu já gostei logo de cara.
Depois veio Poker Face, que também me agradou.
E aí foi uma sucessão de hits: Love Game, Paparazzi e a mais recente, Bad Romance.
O som de Lady Gaga é um dance, meio pop e meio eletrônico.
Sua voz é sen-sa-cio-nal! A mulher canta muito.

Seus clipes são todos superproduções. São bonitos de se ver.
Nos primeiros Gaga tentou pagar de gatinha sexy, mas nos outros ela resolveu mostrar a que veio deixando seu estilo exótico aflorar.
Um visual muito peculiar, além de pouco pano, muita maquiagem, perucas e coreografia são a marca dos clipes de Lady Gaga.
Ela foi a vencedora da categoria revelação do VMA's deste ano. Muito merecidamente, em minha humilde opinião.

Premiação, aliás, onde ela trocou de modelito variás vezes. E era um mais bizarro que o outro.
Outra coisa importante sobre a moça é o seu apoio à comunidade gay.
Parece mesmo que a moça veio para ficar e ainda vai fazer muita gente balançar com sua batida vibrante.



domingo, 20 de dezembro de 2009

Mary and Max


Eu gosto tanto, mas tanto de ver filmes que às vezes me faltam idéias de filmes para baixar.
Na busca incessante por boas películas, leio sinopses em sites de cinema e peço dicas ao meu amigo Gilson.
Num dia de leitura de sinopses, deparei-me com uma que dizia que o tal filme era do tipo "me ame ou me odeie".
Não teve outro jeito, tive que conferir de qual lado ficaria.
E, para minha imensa satisfação, fiquei do lado dos que amaram.
Mary and Max é uma animação de massinha, mas definitivamente não é um filme para crianças.
Nele são abordados temas como a amizade, família, alcolismo, doenças da mente e , o que mais me comoveu, a aceitação das nossas próprias imperfeições.
O filme cativa desde o início da narrativa e encanta pela ingenuidade e doçura dos personagens principais.
A amizade postal entre um senhor, solitário e mentalmente problemático, e uma menininha, também solitária e rejeitada na escola, é absolutamente encantadora.
O filme nos mostra que a amizade pode nascer das situações mais estranhas e pode ser séria e verdadeira apesar da distância e das diferenças.
A ingenuidade das cartas trocadas entre os dois é enorme, por outro lado os temas abordados vão de infantis a absolutamente sérios e fortes.
Mary e Max se ajudam, se amam e se fazem felizes através de cartas.
Os laços afetivos entre eles sobrevive aos anos e aos acontecimentos da vida.
Chorei horrores, mas de emoção e não de tristeza.
Um dos melhores filmes que já vi até hoje. Recomendo!